Cheia do Rio Paraná mobiliza equipes na fronteira e leva Itaipu a abrir segunda calha
Projeção aponta cota de até 121 metros nesta quarta-feira; equipes acompanham comunidades em áreas sujeitas a alagamentos.
A elevação do Rio Paraná mantém equipes mobilizadas na fronteira entre Brasil e Paraguai. A previsão divulgada pela Itaipu aponta que o rio pode alcançar a cota de 121 metros acima do nível do mar nesta quarta-feira, 14 de outubro, após as chuvas intensas registradas nas bacias da região.
A medida corresponde à altitude do nível da água em relação ao mar, e não a uma elevação de 121 metros provocada pela cheia.
Do lado brasileiro, a Defesa Civil acompanha as áreas sujeitas a alagamentos. No Paraguai, a Assessoria de Responsabilidade Social da Itaipu também atua no atendimento às comunidades.
Na terça-feira, 13 de outubro, entrou em operação a calha central do vertedouro. A escolha das calhas utilizadas segue critérios técnicos relacionados à vazão que precisa ser escoada.
A abertura de uma segunda calha, isoladamente, não determina a intensidade dos alagamentos. O cenário depende do volume de água liberado e das condições dos rios que contribuem para a cheia.
Entre 11h e meio-dia de terça-feira, a vazão vertida passou de 10,5 milhões para 11,3 milhões de litros por segundo.
O acompanhamento também considera a contribuição do Rio Iguaçu. Embora Itaipu possa controlar a vazão liberada pelo próprio reservatório, a usina não controla as águas do Iguaçu, que também influenciam o nível do Paraná.
Entre as medidas adotadas estão o monitoramento contínuo das chuvas, a avaliação de alternativas operacionais para reduzir o pico da cheia, a emissão antecipada de alertas e a retirada preventiva de famílias de áreas de risco.
As previsões hidrológicas continuam sendo atualizadas para orientar as equipes responsáveis pelo atendimento à população.