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Agro brasileiro exporta US$ 15,18 bilhões em agosto e cresce 6,7%

Soja liderou as vendas externas; carne de frango, celulose, café e bovinos vivos também tiveram recordes no mês.

Imagem Ilustrativa

As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 15,18 bilhões em agosto de 2026, crescimento de 6,7% na comparação com os US$ 14,23 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária, o setor respondeu por 45,8% de tudo o que o Brasil exportou em agosto. Apesar do aumento em valores, a participação ficou 2,4 pontos percentuais abaixo da registrada no mesmo período de 2025.

O complexo soja liderou as vendas externas, com US$ 5,52 bilhões e crescimento de 18%. Na sequência aparecem carnes, com US$ 2,69 bilhões; produtos florestais, com US$ 1,39 bilhão; café, com US$ 1,19 bilhão; e cereais, farinhas e preparações, com US$ 1,17 bilhão.

Juntos, esses cinco setores responderam por 78,8% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro no mês.

A soja em grãos foi o principal produto da pauta, com US$ 4,41 bilhões em vendas e 9,81 milhões de toneladas embarcadas. Em relação a agosto de 2025, houve aumento de 14% na receita, de 5,2% no volume exportado e de 8,4% no preço médio.

A carne de frango in natura também apresentou crescimento expressivo. As exportações chegaram a US$ 877,6 milhões, alta de 39,4%, enquanto o volume embarcado avançou 24,3% e atingiu 427,9 mil toneladas. Os dois resultados foram recordes para um mês de agosto.

Também foram registrados recordes mensais nas exportações de soja em grãos, café verde, celulose, carne suína, bovinos vivos, café solúvel e miudezas de frango e de carne bovina. Os embarques de bovinos vivos somaram US$ 243,9 milhões e 72,6 mil toneladas.

O desempenho, entretanto, não foi positivo para todos os produtos. As vendas externas de carne bovina in natura recuaram 19,7% em valor e 27,1% em volume. O milho teve queda de 25,3% na receita e de 32% na quantidade exportada, enquanto o açúcar de cana em bruto registrou redução de 41,9% no valor.

A China continuou sendo o principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro, com compras de US$ 4,25 bilhões. O valor, porém, ficou 16,9% abaixo do registrado em agosto de 2025.

A União Europeia ocupou a segunda posição, com US$ 2,46 bilhões e crescimento de 31,5%, seguida pelos Estados Unidos, com US$ 905,58 milhões e avanço de 16,5%.

No acumulado de janeiro a agosto, o agronegócio brasileiro exportou US$ 118,5 bilhões, o maior valor já registrado para o período. O resultado representa crescimento de 6,1%, equivalente a US$ 6,8 bilhões a mais do que nos primeiros oito meses de 2025.

As importações de produtos do agronegócio somaram US$ 1,68 bilhão em agosto, crescimento de 5% em relação ao mesmo mês de 2025. O levantamento não inclui insumos utilizados na produção agropecuária, como fertilizantes e defensivos agrícolas.

Mesmo com a retração nas exportações de alguns produtos, o agronegócio brasileiro acumula US$ 118,5 bilhões em vendas externas entre janeiro e agosto de 2026, o maior valor já registrado para esse período. O resultado representa crescimento de 6,1% em relação aos oito primeiros meses de 2025, com US$ 6,8 bilhões a mais em exportações.

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