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Diocese de Foz do Iguaçu apresenta cartilha de orientação política para as eleições de 2026

Material apartidário foi apresentado durante assembleia diocesana em Medianeira e traz reflexões sobre cidadania, bem comum, desinformação e participação responsável no processo eleitoral

Foto do Autor Larissa Parizotto | Redação

Por Larissa Parizotto | Redação

Atualizado: 27/08/2026 • Postado: 27/08/2026

Foto: Medianeira News

A Diocese de Foz do Iguaçu realizou o lançamento da Cartilha de Orientação Política 2026. O evento foi promovido pelo Conselho de Leigos da Diocese, no Seminário Diocesano Nossa Senhora Medianeira, em Medianeira, durante a assembleia diocesana.

Produzida pela Regional Sul 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a publicação apresenta orientações de caráter não partidário e busca contribuir para a reflexão sobre a participação política e o exercício da cidadania.

A cartilha aborda temas relacionados ao bem comum, à representatividade eleitoral, à democracia e ao funcionamento das instituições republicanas, além de trazer elementos de informação, reflexão e espiritualidade cristã.

O lançamento ocorre durante o período eleitoral de 2026 e tem como objetivo oferecer aos fiéis e à sociedade subsídios para uma participação política consciente e responsável.

A chefe do Cartório Eleitoral de Medianeira, Adeline Gasparello, participou do encontro e falou ao Medianeira News sobre os desafios enfrentados pela Justiça Eleitoral, especialmente diante da circulação de conteúdos falsos ou sem procedência confirmada.

“Nós ficamos muito felizes em poder participar e dividir as dificuldades e os desafios que a Justiça Eleitoral entende para esta eleição, principalmente as fake news. A Igreja Católica tem essa condição de chegar a toda a população do município e divulgar a importância de consultar as informações corretas, de não acreditar em qualquer informação e de checar as fontes”, afirmou.

Adeline disse ter lido integralmente a publicação e avaliou que o conteúdo preserva o caráter não partidário proposto pela CNBB.

“Eu li a cartilha inteira e vi que é uma cartilha que não é partidária. Ela explica bem os preceitos e as divisões e dá um amparo muito bom”, declarou.

Durante a entrevista, a chefe do cartório também citou projetos de educação para a cidadania desenvolvidos com jovens e idosos, entre eles o Parlamento Jovem e o Detetives da Cidadania. Ela mencionou ainda o Gralha Confere, iniciativa de checagem de informações, e o aplicativo Pardal, utilizado para denúncias de propaganda eleitoral irregular.

Segundo Adeline, o Cartório Eleitoral de Medianeira já está em regime de plantão aos sábados e domingos para atender eventuais denúncias relacionadas ao poder de polícia. Até o momento da entrevista, conforme informou, o processo transcorria normalmente.

Dom Sérgio defende participação voltada ao bem comum

O bispo diocesano dom Sérgio de Deus Borges participou da elaboração da cartilha, que circula na área de abrangência da Regional Sul 2 da CNBB. Segundo ele, o material pretende recuperar o interesse pela política como instrumento de organização da sociedade.

“Nós precisamos repensar a política, a nossa visão sobre a política. Por situações desagradáveis na sociedade, de corrupção e tantas outras, pelo desencanto com algumas lideranças, nós também nos desencantamos com a política e achamos que não vale a pena”, afirmou.

Para dom Sérgio, afastar-se do debate político deixa decisões importantes nas mãos de outras pessoas. Ele destacou que as escolhas feitas nas eleições interferem em áreas como educação, cuidado com crianças e idosos, proteção das pessoas mais vulneráveis e promoção da dignidade humana.

O bispo também diferenciou a participação política incentivada pela Igreja da atuação partidária ou da promoção de candidaturas.

“A Igreja não vai se ocupar com a política partidária, com a defesa de um partido, de um grupo ou de um candidato. Mas a busca do bem comum para todos, isso sim, a Igreja se ocupa e deve se ocupar”, explicou.

Ao tratar da campanha eleitoral, dom Sérgio afirmou que os ambientes da Igreja não devem ser utilizados para promover candidatos.

“Numa sala de catequese, num salão, numa igreja ou numa capela, não se pode fazer campanha política para nenhum candidato”, declarou.

Segundo o bispo, os leigos podem participar do processo político e manifestar suas escolhas em seus ambientes particulares, mas sem utilizar atividades, funções ou estruturas religiosas para fazer propaganda eleitoral.

Ao final da entrevista, dom Sérgio reforçou a necessidade de conferir a procedência das informações recebidas pelas redes sociais e pelos aplicativos de mensagens antes de compartilhá-las.

“Não nos deixemos enganar. Busquemos, acima de tudo, a verdade para fazer uma escolha justa, livre, que traga vida e dignidade”, concluiu.

Onde adquirir a cartilha

A Cartilha de Orientação Política 2026 está sendo distribuída às comunidades da Diocese. Os interessados devem consultar a paróquia mais próxima para verificar a disponibilidade de exemplares.

A versão impressa também pode ser solicitada diretamente à Regional Sul 2 da CNBB por meio do formulário oficial de pedidos no site cnbbs2.org.br. Cada exemplar custa R$ 2, com o frete pago pelo comprador.

Dúvidas sobre os pedidos podem ser esclarecidas pelos telefones e WhatsApp (41) 3224-7512 e (41) 99955-9980

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