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Promotor alerta para riscos de compartilhar informações falsas durante as eleições

Leone Nivaldo Gonçalves orienta eleitores a verificarem a origem dos conteúdos antes de encaminhá-los nas redes sociais.

Foto do Autor Larissa Parizotto | Redação

Por Larissa Parizotto | Redação

Atualizado: 27/08/2026 • Postado: 27/08/2026

Imagem gerada por IA

O compartilhamento de informações falsas durante o período eleitoral exige atenção não apenas de quem produz o conteúdo, mas também de quem decide encaminhá-lo pelas redes sociais e aplicativos de mensagens.

O alerta foi feito pelo promotor eleitoral Leone Nivaldo Gonçalves durante entrevista ao Central da Manhã desta quinta-feira (27).

Segundo ele, receber uma informação em um grupo de mensagens não significa que ela seja verdadeira, e a recomendação é verificar a origem antes de repassá-la.

“A partir do momento em que você repassa, encaminha ou compartilha, está endossando aquele conteúdo. Por isso é necessário verificar a fonte e saber se aquela informação é verdadeira”, afirmou.

A responsabilização não ocorre automaticamente em qualquer compartilhamento e depende do conteúdo, das circunstâncias e dos efeitos da publicação. Há, porém, decisões da Justiça Eleitoral que já aplicaram penalidades em situações envolvendo disseminação de conteúdo sabidamente falso, ofensivo ou desinformativo, inclusive em grupos de WhatsApp. 

Informações falsas também podem atingir a honra de candidatos ou de outras pessoas e, conforme o caso, gerar consequências nas esferas eleitoral, cível ou criminal.

O combate à desinformação é uma das prioridades da Justiça Eleitoral nas Eleições 2026. Neste ano, o Tribunal Superior Eleitoral ampliou acordos com plataformas digitais para facilitar o acesso dos usuários a informações oficiais e criar mecanismos de enfrentamento a conteúdos enganosos sobre o processo eleitoral.

Durante a entrevista, Leone orientou os eleitores a evitar o compartilhamento por impulso.

“É preciso verificar o conteúdo e a fonte. Às vezes a pessoa recebe alguma coisa em um grupo e acaba repassando sem conferir se aquilo é verdadeiro ou não”, destacou.

Uma das formas de reduzir o risco de disseminar informações falsas é procurar os canais oficiais da Justiça Eleitoral antes de compartilhar conteúdos sobre votação, urna eletrônica, candidatos ou regras das eleições.

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