Lar e Frimesa estão entre as 500 maiores empresas do Brasil no Valor 1000
Cooperativas sediadas no município aparecem entre as 225 maiores empresas do Brasil; Oeste tem seis organizações entre as 500 primeiras.
Por Larissa Parizotto | Redação
Fonte: Ranking Valor 1000/Ocepar; Lar Cooperativa; Frimesa.
Atualizado: 14/09/2026 • Postado: 14/09/2026
Medianeira aparece em posição de destaque no Ranking Valor 1000 de 2026, que reúne as maiores empresas do país a partir dos resultados econômicos e financeiros de 2025. Duas cooperativas com sede no município, Lar Cooperativa e Frimesa, estão entre as 225 primeiras colocadas do levantamento nacional.
A Lar ocupa a 61ª posição, enquanto a Frimesa aparece em 225º lugar. O resultado coloca Medianeira entre os municípios do Oeste do Paraná com presença expressiva no ranking empresarial brasileiro.
O levantamento é elaborado pelo jornal Valor Econômico. A análise dos balanços e a montagem dos rankings são realizadas pela Serasa Experian, enquanto os critérios de avaliação de desempenho são desenvolvidos pelo Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas.
Oeste tem seis cooperativas entre as 500 maiores
Além da Lar e da Frimesa, outras quatro cooperativas do Oeste aparecem entre as 500 maiores empresas brasileiras.
A C.Vale está em 62º lugar, a Copacol em 146º, a Coopavel em 222º e a Copagril em 490º. A Primato, de Toledo, também aparece entre as mil maiores, na 591ª colocação.
As seis cooperativas mais bem posicionadas da região somaram aproximadamente R$ 74,6 bilhões em faturamento em 2025, além de reunir mais de 80 mil cooperados e 70 mil empregos diretos, segundo levantamento divulgado a partir dos dados do ranking.
No Paraná, são 19 cooperativas agropecuárias entre as mil maiores empresas do Brasil. A Coamo, de Campo Mourão, ocupa a melhor posição entre as cooperativas do Estado, em 55º lugar, seguida justamente pela Lar e pela C.Vale.
Lar encerrou 2025 com receita líquida acima de R$ 23 bilhões
O desempenho da Lar no ranking ocorre após um ano de crescimento nas operações da cooperativa.
No balanço oficial de 2025, a Lar informou receita líquida superior a R$ 23,2 bilhões, avanço de 14,4% em relação ao ano anterior. O resultado financeiro chegou a R$ 983 milhões.
Ao longo do ano, a cooperativa também ampliou a capacidade de recebimento de grãos, abriu novas lojas de insumos e entrou oficialmente na piscicultura com a aquisição da Unidade Industrial de Peixes de São Miguel do Iguaçu.
A Lar informou ainda ter investido R$ 1,379 bilhão em 2025 e distribuído R$ 335,9 milhões aos associados por meio de sobras, bonificações, capital e outros mecanismos previstos pelo sistema cooperativista.
Outro indicador da dimensão alcançada pela cooperativa é a presença internacional: em 2025, produtos da Lar chegaram a 71 países, utilizando 168 portos.
Frimesa ultrapassou R$ 7 bilhões pela primeira vez
A Frimesa também encerrou 2025 com números recordes. O faturamento bruto alcançou R$ 7,04 bilhões, crescimento de 7% sobre 2024.
A central cooperativa fechou o ano com 12.986 colaboradores diretos e uma cadeia produtiva formada por 1.485 produtores de leite e 1.062 suinocultores integrados.
A Frimesa é formada por cinco cooperativas filiadas: Lar, C.Vale, Copacol, Copagril e Primato. Somadas, essas organizações formam uma cadeia que movimenta dezenas de bilhões de reais e conecta produtores, unidades industriais, centros de distribuição e mercados dentro e fora do país.
Em 2025, aproximadamente 26% do faturamento da Frimesa veio do mercado externo, com vendas para quatro continentes. A empresa mantém seis unidades industriais, 15 centros de distribuição e mais de 48 mil clientes.
Resultado reforça peso econômico de Medianeira
A presença de Lar e Frimesa no Ranking Valor 1000 evidencia uma característica importante da economia de Medianeira: o município abriga duas organizações com atuação que ultrapassa as fronteiras locais e regionais.
As cooperativas participam de cadeias que vão da produção de grãos e proteínas animais à industrialização, logística, exportação e varejo, além de manter milhares de empregos ligados direta ou indiretamente às operações.
O resultado também mostra a dimensão alcançada pelo cooperativismo no Oeste do Paraná, onde parte significativa da produção agropecuária passou, ao longo das últimas décadas, a ser processada e industrializada dentro da própria região.